A personagem Marcela, da obra Machadiana Memórias Póstumas de Brás Cubas, era uma mulher interesseira e a dissimulação fazia parte da sua personalidade e de seu comportamento, diante de Brás Cubas.
Era uma prostituta, fazia de tudo para usufruir do conforto e de uma boa posição econômica que seus clientes lhe proporcionavam. Seus amores eram passageiros, e nunca eternos. Tudo que lhe cativava era o dinheiro e o status.
No decorrer do livro,o personagem Brás Cubas, depois de morto, vai contando a sua vida e narrando os vários episódios que viveu. Conta sobre a prostituta de luxo espanhola Marcela, que o amou "durante quinze meses e onze contos de réis". Para livrar-se dela, os pais de Brás Cubas decidem mandá-lo para a Europa. Volta doutor, em tempo de ver a mãe antes de morrer. Mesmo na Europa, embora tivesse concluído os estudos e se diplomado, de fato, a boêmia e os amores fugazes direcionam sua vida.
Numa certa ocasião, no passeio público, Brás reencontra Quincas Borba, um amigo de escola. Quincas é um mendigo, e num abraço rouba-lhe um relógio.
Noutro reencontro, Brás Cubas vê Marcela, velha e arruinada num subúrbio do Rio de Janeiro.
O caráter inovador de Memórias Póstumas de Brás Cubas não está na história propriamente dita ou na seqüência cronológica dos fatos. A melhor chave para compreender a obra são as reflexões do personagem, como elas se encadeiam e se misturam aos eventos que ele vive.
Fontes:
